domingo, 18 de agosto de 2013

ADOLESCENTE X ADOLESCENTE




ADOLESCENTE x ADOLESCENTE

 

Há adolescentes que não curtem a vida por conta do trabalho. Muitos deles começam a trabalhar a partir de 11 anos de idade, para ajudar com as despesas da casa. Alguns são arrimos de família. Estes não têm os mesmos privilégios que a maioria dos jovens, de classe média a classe alta, goza: roupas de grife, educação nos melhores colégios particulares, tratamento dentário de seis em seis meses, seguro de saúde e de vida, refeições fora de casa, mesada, cartão de crédito, festas nos fins de semana, viagens de férias, TV, celular, videogame, computador, tablete, a obrigação de nada fazer a não ser estudar e se divertir (namorar, dançar, praticar esportes), assistir a bons espetáculos no teatro, frequentar clubes e cinemas... Os jovens necessitados se preocupam com as contas a pagar no final do mês, ajudam na arrumação da casa, tomam conta dos irmãos menores, fazem um “bico” aqui e ali para compensar o baixo salário que recebem, ganham roupas usadas, que já saíram de moda, estudam na biblioteca e em livros usados, vão á escola sempre com o mesmo uniforme surrado, não saem de férias...

Os jovens que não têm uma boa vida, às vezes, nem sentem a sua adolescência passar. Devido às necessidades que já são impostas ainda na fase de criança, se veem, de uma hora para outra, às voltas com as responsabilidades familiares, e da noite para o dia tornam-se adultos, e adeus à sua bela juventude! Estão à procura dela apenas na visão de outros jovens, aos quais a vida permitiu o gozo de uma juventude plena e saudável.

Penso que os jovens que recebem na palma da mão a majestade de uma adolescência rica e sadia, muitas vezes não encontram o significado dela, e com toda a primazia que desfrutam ainda se sentem aborrecidos e acabam aborrecendo todos à sua volta. Já os jovens necessitados, estes, sim, com certeza, têm motivos de sobra para se aborrecerem!

 

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CORAÇÃO DE ESTUDANTE


CORAÇÃO DE ESTUDANTE

 

Com tantos atropelos e tropeços, o coração do adolescente está batendo a mil...

Quando pinta o clima de amor, há de cuidar das coisas do coração! Deste “coração de estudante”, tão cantado pelo cantor e compositor Milton Nascimento.

Fico a imaginar como bate o coração desta moçada nesta fase tão maravilhosa, onde o sentimento está também à flor da pele.

Há corações desvairados, capazes de perder o juízo por conta de uma paixão alucinada, descompassada de amor. Há corações rebeldes, que ainda não têm registro de que é preciso ter paciência quando se está amando. Há corações vorazes, capazes de debelar outros corações, só para provar que o domínio está acima de qualquer coisa. Há corações sofredores, que mal se aproximam do coração alvo, com medo de perder a intimidade que lhes é permitida, e por isso não se abrem com força e com vontade. Há corações tímidos, incapazes de se pronunciar. Há corações mal correspondidos, aflitos e temerosos. Há corações bandidos...

O coração é o templo do amor para estes adolescentes, que buscam a satisfação de seu prazer. Do prazer de suas conquistas amorosas. Este coração que bate conforme o ritmo da paixão.

Penso que durante a adolescência o coração de cada jovem é o órgão mais bem tratado, aquele que recebe toda atenção e cuidado, pois ele é a casa que abriga o sentimento do amor.

“Meu coração está partido... Está magoado... Está em festa... Está tranquilo... Está em alvoroço... Está em paz... Está inquieto... Está fissurado... Está desesperado...” E tantos atributos são colocados conforme o estado emocional do adolescente quando está amando.

Os corações apaixonados que, durante um beijo, seja ele “delicado, molhado, amassadinho, gira-gira, Drácula, desesperado, garganta profunda e outros mais”, estão saltando de 70 batimentos cardíacos para 150. Trabalhando o dobro, praticamente, por conta de um beijo. Mas, segundo especialistas, quem beija mais acaba vivendo mais, pois o cérebro e o coração são mais estimulados. Sem contar que durante um simples “beijinho” há uma queima de cerca de 12 calorias. Imagino o quanto os nossos jovens estão emagrecendo...

Este coração de estudante que precisa saber segurar as pontas, e que, às vezes, se faz de vítima, criando um clima de pura chantagem emocional: “Eu simplesmente não sei se vou aguentar viver esta minha vida sem você.” “Prefiro nem viver, se não estiver ao seu lado.” “Juro que não tenho mais razão para viver, pois você era tudo o que eu queria.” E nestes casos o coração acaba sendo sempre o grande vilão da história de amor. Acaba sendo o ditador de tantos sentimentos que o envolvem. Coitado deste coração que carrega os amores estudantis, que vira o prisioneiro de uma paixão, que recebe as amarguras das tramas do amor. Pobre coração!

Há de se cuidar melhor destes corações que trabalham mais os momentos de emoção, prazer e tensão dentro do corpo de um jovem!

 

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ALGUMAS ANOTAÇÕES DO DIÁRIO DE UMA JOVEM DEBUTANTE


ALGUMAS ANOTAÇÕES DO DIÁRIO

DE UMA JOVEM DEBUTANTE

 

Ela esperou, com ansiedade, durante o ano passado, a data na qual faria 15 anos de idade. Uma idade tão esperada por toda adolescente.

Está cursando o 1º ano do Ensino Médio (9ª série do Ensino Fundamental) e sente grande orgulho. Tem quase 300 amigos no Facebook, a maioria do colégio, além do pessoal de sua família....

Suas lembranças da 8ª série: Nas aulas de Educação Sexual, ela e suas amigas mais chegadas ficavam desenhando os espermatozoides dos meninos da turma, e lhes davam os nomes, às gargalhadas. Na festa de formatura, dançou com um garoto que ela era a fim, e sentiu uma “quentura” por dentro. Mas, só não “ficou” com ele por pensar que era cedo demais. As colegas riram de sua atitude, lembrando-a de ele era o favorito de muitas delas.

Em um de seus passeios, num shopping, com as amigas, uma paquera surgiu. Troca de telefones, e-mails e até mesmo um encontro marcado. Era preciso dar uma desculpa em casa, para se encontrar com o Bruno, numa praça bem perto de casa, no dia seguinte, durante à tarde. Ela se lembra que tomou um banho de perfume. Os dois bem felizes, de mãos dadas, caminhando, apenas conversando. De repente, encontraram o pai dela, que apenas lhe disse: “Já para casa e depois conversamos!” Ela escreve que tremeu o corpo todo e o garoto ficou assustado. Em casa, seu pai quase “teve um filho pala boca”, e ela escutou o maior sermão. Os dias se passaram e eles se encontravam às escondidas. Ela gostava dele. E ele insistia que deveriam fazer algo mais, além dos beijos ardentes. Ela tinha medo de se entregar para ele e depois levar um belo de um chute. Então se fazia de difícil, mas sabia que estava se dando o devido valor.

Finalmente, chega a idade que tanto aguardava, seus majestosos 15 anos! Pensa que nesta idade as coisas mágicas acontecem e sua vida será um mar de rosas...

No dia da festa de seu aniversário, Bruno lhe presenteou com rosas vermelhas, dizendo, bem secamente: “Você demorou a se decidir, eu já estou namorando outra.” Naquele instante, ela sentiu o mundo desabar sobre sua cabeça, segurou o choro e devolveu as palavras: “Toma este buquê e leve para a sua namorada!”

Um novo amor chegou, semanas depois. Um amigo de uma prima, que havia lhe adicionado na rede social, dias atrás, a conheceu numa festa. Mal teclavam. Mas, durante duas horas, aquele era o par perfeito. Um beijo roubado e pronto! A maior surpresa: ele a pediu em namoro, como no tempo de sua avó. Ao contar para a sua mãe, imaginando que ela iria ficar descabelada e dizer “não” ao namoro, mais uma surpresa, pois a mãe lhe disse que gostaria de conhecer o pretendente. No dia seguinte, a jovem debutante ligou para o rapaz, dizendo: “Ok! Estamos namorando!”

Elton foi seu primeiro namorado firme e concreto, conforme ela escreve em seu diário. “Estou amando e sendo correspondida, agora.”

Após um mês de namoro, ele foi à casa dela conhecer seus pais. Chamou a mãe dela de “sogra”, mas não conheceu o pai, que não quis participar daquele encontro, totalmente corroído pelo ciúme, porque achava que era cedo demais para ela começar um namoro sério, e que o rapaz estaria roubando a sua “princesa”.

A dona do diário se lembra que a mãe havia gostado muito do Elton, mas passou a chama-lo de “ficante constante”. “Que raiva, viu?” Ela desabafa...

Eles se amavam, profundamente! Após um beijo “delicioso”, como escreve, em um de seus encontros, ela registra numa página inteira: “... Então senti as batidas aceleradas do meu coração e um calor imenso dentro do corpo, e ainda a minha respiração e a dele estavam aceleradas. Pensei que aquela sensação já nos levaria para as primeiras carícias preliminares... Que faríamos sexo! Imediatamente, me afastei dele e achei melhor parar por aí. Lembro-me que o deixei e fui embora, mas me senti “nas nuvens”.

No dia seguinte, no colégio, perguntou a uma amiga se era normal sentir aquele entusiasmo todo, tão cedo, aquela vontade de chegar logo no “algo mais”. Ela se sentia tão imatura, insegura, e achava que seu corpo ainda não estava preparado. E porque tinha muitos “grilos” na cabeça a respeito do sexo.

Terminou a página, escrevendo: “15 anos de idade ainda é muito cedo para perder a virgindade. E eu não quero decepcionar meus pais, que amo tanto. Não estou pronta para me entregar. Devo ainda descobrir tanto...”

Escreve ainda que já estava em férias escolares e viajou para a cidade de São Paulo, a fim de “esfriar a cabeça”.

“Ainda ontem, eu brincava de Barbie. Hoje estou num shopping, comprando um presente para o meu namorado, meu querido Elton...”

E nem quis arriscar o namoro “sério”, com uma aventura de férias, pois rapazes não faltaram!

 

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sábado, 27 de julho de 2013

UMA CONVERSA FRANCA, DE ADULTO PARA ADULTO


UMA CONVERSA FRANCA, DE ADULTO PARA ADULTO

 

Devido às transformações de seu corpo, os adolescentes se sentem transtornados. Também os pais, diante do processo de desenvolvimento dos filhos, se vêm numa situação difícil, pois sentem uma espécie de angústia que vivenciam com a perda do corpo de seu filho-criança.

De acordo com os psiquiatras, os pais percebem uma nova realidade, estão começando a envelhecer. Com a evolução de se relacionarem, a partir de então, com o filho de adulto para adulto, algumas renúncias serão impostas aos pais. O filho perde aquela imagem dos pais criada por ele, e ao mesmo tempo os pais estarão sujeitos a críticas e aos sentimentos contraditórios dos filhos, assim como a ternura e a raiva, por exemplo. Com efeito, os pais têm dificuldades em aceitar este desenvolvimento do filho adolescente, ainda mais quando, inconscientes, não percebem estes embaraços.

Alguns pais estão sempre dizendo que o filho está numa fase difícil, na fase da “aborrecência”. Só que não se dão conta de que eles próprios estão encobrindo, desta maneira, a sua incapacidade de entender o filho.

Muitos filhos querem inovar, e diante disto os pais se sentem ameaçados. Por isso, geralmente reagem com atitudes repressoras, causando um grande aborrecimento a eles, seus filhos. O jovem, então, numa atitude repentina, irá romper com os pais, irá preferir substituir o amor deles por novos relacionamentos afetivos, extrafamiliar, onde poderão encontrar apoio e segurança.

Quando o jovem fracassa ao lidar com esta separação, ele se defende, sem o saber, convertendo aquele amor aos pais em emoções opostas. Por isso, o amor torna-se ódio, a dependência se transforma em rebeldia e o respeito vira desprezo. Mas é apenas superficial esta posição dos filhos, quando acham que estão livres dos pais, porque, na realidade, eles permanecem ligados à figura deles. Contudo, se o jovem traz consigo boas imagens de seus pais, aqueles que, desde a sua infância, sempre foram amorosos, cuidadosos com a educação e o respeito que lhe deram, a separação será mais fácil. Esta separação dos pais de infância é uma tarefa difícil de enfrentar, e por isso o jovem trava uma luta ferrenha. Muitas vezes, chega a menosprezá-los, negando sua importância. Culpam os pais de serem estúpidos e inúteis. Desta maneira, parece-lhes que fica mais fácil lidar com esta perda, já que tinham apego pelos pais quando crianças.

Gosto destas considerações, uma vez que estamos constantemente percebendo esta atitude nos jovens. A perda dos pais de infância, a que se refere Anna Freud, em seus estudos, esclarece-nos o comportamento do jovem, que percebe que deverá se libertar da criança que foi um dia, e não faz muito tempo, para arcar de vez com a sua adolescência proeminente.

Os jovens pensam que poderão alcançar os louros de sua adolescência, ao se libertarem de vez da figura paternalista. Muitos não querem a interferência dos mais velhos durante o seu desenvolvimento, pois acreditam que podem se virar sozinhos. Para tanto, precisam negar a figura dos seus pais de infância. Este rompimento, necessário, se faz de uma forma brusca, e às vezes acaba gerando complicações entre pais e filhos. Devemos admitir que os pais sofrem com isso. Sem mais nem menos, se vêm diante desta situação que os coloca como vítimas de seus próprios folhos. Esta questão é tão pouca percebida pelos filhos e pelos pais. Ambos passam por esta experiência, e não têm a menor noção do que ela realmente implica.

Ouvimos tanto esta frase: “É preciso romper o cordão umbilical.” Talvez, seja esta a importância da perda dos pais de infância. Lembro-me que a figura de meus pais, quando eu era criança, foi totalmente redesenhada quando me tornei adolescente.

Devemos lembrar que o tempo passa, e com ele surgem as mudanças e as transformações que todos sofremos ao longo de nossas vidas. O adolescente, quando deixa de ser criança, normalmente não percebe que também seus pais estão passando por uma fase de grande amadurecimento, principalmente se casaram ainda muito jovens. Só o que ele sente é que aos poucos a imagem de seus pais vai se distorcendo, ele não encontra mais aqueles traços que lhe eram bastante familiares quando criança. Contudo, é necessária a atenção para este fato: a perda dos pais de infância pode acontecer sem maiores problemas, como pode também causar a rebeldia dos filhos ao lidar com este rompimento.

 

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

ELES QUEREM LIBERDADE


ELES QUEREM LIBERDADE

 

Pesquisas realizadas e estudos profundos relatam: Os adolescentes passam por um período inicial de “grande dependência”. Na realidade, nesta fase, eles precisam de atenção, muito mais de quando a recebiam enquanto bebês. Mas, enquanto buscam atenção (dependência), seguidamente possuem a intenção de buscar também a sua independência. Com isso, os pais se vêm obrigados a “andar em ovos”, dando a eles dependência ou independência, de acordo com as suas necessidades.

Então, quais serão as exigências básicas dos jovens em relação a esta independência, à liberdade que eles querem ter?

Nossos jovens querem o direito à opinião própria e o livre-arbítrio, a total liberdade de escolha, pois eles próprios querem determinar direções. Querem a liberdade para namorar, quando pensam que já estão suficientemente “grandes”. Querem que seus pais lhes deem saídas livres, com horários flexíveis. E, definitivamente, não suportam pressões.

Entretanto, há pais que são rigorosos e não abrem mão de sua autoridade, nem por decreto. Às vezes, podem até ceder a uma ou outra exigência dos filhos, mas com certeza estarão sempre fiscalizando-os, passo a passo. A qualquer desvio do filho, o pai, ou a mãe, lança logo a frase típica: “Olha que eu corto a sua mesada”. E ponto final, pois esta é a maneira que encontram para exercerem o poder de uma dominação mais rígida, austera. É uma forma de limitar os filhos, economicamente. E sem dinheiro como o jovem poderá ir atrás de suas aventuras?

Entendo que, neste momento, o jovem irá perceber que seus pais, controlando o seu acesso ao dinheiro, estão se comportando como verdadeiros tiranos. E, ainda, intervêm no processo de sua libertação.

Mas, não só quanto a esta questão de dinheiro, os filhos se veem privados de gozar a liberdade que tanto almejam. Contudo, devemos entender que há duas formas de se conceder a liberdade. Aquela que é permitida com limites: exige cuidados, observação, contato afetivo e diálogo permanente. E a que é permitida sem limites: é vista, pelos filhos, como uma forma de abandono. Parece-lhes que seus pais estão se livrando de vez da preocupação sobre eles. Porém, há jovens que não têm lá esta preocupação e acham o máximo os pais não estarem nem aí. Aproveitam e abusam da liberdade. Acabam dando “com os burros n’água”, como diz o ditado. Por outro lado, há jovens que sabem lidar muito bem com a liberdade que lhes é dada pelos pais. São comedidos e não jogam esta sorte pela janela. Vivem com certa liberdade, que já lhes dá vazão aos seus ensejos e têm consciência de seu preço.

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

A SEXUALIDADE DO JOVEM


A SEXUALIDADE DO JOVEM

 

“O primeiro encontro sexual não ocorre no início da adolescência, somente após o longo processo de desenvolvimento físico e emocional. Somente quando o jovem consegue superar as inibições características desta fase, ele poderá então estabelecer um relacionamento mais íntimo com outra pessoa, não baseado em afetividade mútua, mas com a finalidade de lhe proporcionar prazer.”

A adolescência é definida mais pelos fatores de ordem social e psicológica. A puberdade é um acontecimento biológico, onde a menina e o menino tornam-se aptos à procriação. Na menina, sua determinação é a primeira menstruação, que é considerada como início do processo da maturidade sexual da mulher. No menino, a primeira ejaculação, que ocorre entre os 13 e os 14 anos de idade, é tida como principal manifestação de amadurecimento sexual. E então ocorre o desenvolvimento progressivo da capacidade de ejaculação. Inicia-se geralmente devido à masturbação, ou à ejaculação que aflui durante o sono.

A menarca (primeira menstruação) acontece por volta dos 11, 12 anos de idade. Mas poderá ser precoce, aos 10 anos, e tardia, aos 16 anos. A espera faz com que a menina sofra de angústias e profundas alterações de humor. Com tantos desafios pela vida afora, ela também se depara com as novas conquistas e ainda com o medo de não conseguir vencer suas dificuldades.

Os garotos associam sua virilidade com o tamanho do pênis (e são inevitáveis as comparações nesta época), e têm o instinto de se mostrarem fortes e grandes conquistadores. Já as garotas precisam provar que elas podem ser capazes da sedução. Querendo se apresentar sedutoras, elas fazem joguinhos para despertar a atenção dos rapazes.

Nota-se que toda esta vontade que os jovens têm de corresponder a estes estereótipos causa-lhes um estado emotivo muito grande, onde o que predomina é o sentimento de insegurança. O que gera o sofrimento deles é o medo de não poderem corresponder ao que eles consideram que é igual nos garotos e garotas de sua idade.

Até o início dos anos 70, conforme pesquisas, a iniciação do rapaz se dava sempre com prostitutas, Já a garota era forçada a se manter virgem até o casamento. Assim, ela procurava satisfazer a necessidade de gratificação por meio de flerte, como forma de se sentir admirada, bonita e sedutora. Para adquirir as condições de um envolvimento mais completo (sexo e afetividade), somente era possível ao atingir a maturidade emocional, no fim da adolescência. E isto após vários encontros.

Daqueles tempos para cá, a liberação sexual estendeu-se finalmente aos jovens. Rapazes e moças de “família” têm relações sexuais antes do casamento. Esta questão tornou-se imperiosa para que os casais pudessem ter a liberdade de se conhecerem melhor, sexualmente, a fim de que suas boas relações fossem contínuas e saudáveis durante o casamento.

Penso que esta revolução de costumes, iniciada anos atrás, é aceita com naturalidade e tolerância por parte de alguns pais, que se mostram evoluídos com seu tempo. Porém, para aqueles pais acostumados a uma formação e educação rígidas, torna-se difícil encarar, ainda hoje, o fato com uma atitude liberal e lícita, pois considerar a sexualidade dos filhos, vista como é colocada atualmente, é um grande pesadelo. Por isso, as proibições, as situações embaraçosas e até mesmo o surgimento de um “bate-boca” entre pais e entre pais e filhos, o que é extremamente desagradável e triste.

O adolescente, à medida que aceita o desenvolvimento de seus órgãos genitais, inicia a busca do parceiro intensamente. Mas ele o faz de uma forma tímida. Neste período, começam os contatos superficiais, as carícias mais profundas e íntimas. E ainda, devido ao despertar de sua sexualidade, o jovem explora, com todos os esforços, tudo o que se refere ao sexo: conversas, filmes, jogos, livros, revistas, programas na TV, o assunto na Web.

Neste período de sua vida, o jovem deve receber uma orientação sexual mais que satisfatória, a fim de que possa entender de fato tudo o que lhe acontece. Os pais devem tomar a atitude de uma conversa franca e aberta, sem haver a opressão. Por que não responder a todas as perguntas? Por que não procurar, em literaturas especializadas, as respostas que admitem não saber? Que procurem juntos, pais e filhos, para que nenhuma pergunta fique no ar e possa causar um prejuízo maior. Felizmente, de uns anos para cá, a aulas de sexualidade foram introduzidas nas escolas, para os jovens a partir de 11, 12 anos de idade.

Não podemos negar que, atualmente, o jovem vive sua sexualidade com algumas facilidades. E está comprovado e transparente através da comunicação espontânea e franca que os garotos e as garotas instituíram entre eles. A troca de informações lhes é totalmente saudável.

A maioria de nossos jovens já está orientada, de uma maneira ou de outra, pelos pais, educadores e pelos meios de comunicação. Sabem muito bem das questões que envolvem sexo, gravidez, o uso de preservativos e dos cuidados que devem ter contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Porém, há jovens que não têm sequer uma orientação e nem sabem como buscá-las, ou porque são tímidos demais, ou porque lhes foi proibida a busca. Lamento, pois a eles deve pertencer o direito de se conhecerem e de explorarem, sobretudo, a sua sexualidade. E para isso precisam contar com o apoio dos pais e educadores.

A decisão da primeira relação amorosa deve ser levada a sério pelos jovens. Eles se sentem nervosos e ansiosos e esperam que tudo dê certo. Estas expectativas, que um tem em relação ao outro, são muito inseguras. Mesmo que o jovem tenha conhecimento de como funciona o sexo na teoria, somente quando o coloca em prática é que poderá descobrir isto de fato. O impulso sexual só será bom quando os dois se permitirem. Muitas vezes, um dos parceiros usa de chantagem emocional, ou um motivo qualquer, submetendo ao outro uma pressão, para que possam fazer sexo. Decididamente, este não é o melhor caminho!

Os relacionamentos sexuais de curta duração - o chamado “ficar”, no jargão dos jovens - podem ser maravilhosos e excitantes, mas envolvem vários riscos: uma gravidez, a possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da AIDS.

Jovens! O amor é lindo e o sexo é algo incrível e saudável. Quando estiverem preparados, que o façam conscientes, sobretudo com afetividade. Transar “sexo por sexo” pode dar prazer, mas pode também causar aborrecimentos que não vão valer a pena. A melhor maneira de fazer sexo seguro é se precaver com o uso de preservativos, a chamada “camisinha”. E não deixem de lado a afetividade e o amor! Façam valer as suas relações amorosas.

 

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

NAMORO E SEXO


NAMORO E SEXO

 

Um estudo, realizado na Califórnia, sobre os efeitos do amor na saúde, mostrou que os jovens enamorados, quando em crise com o parceiro, a parceira, queixam-se de indisposições, como dor de cabeça, tonturas, insônia, dor de estômago, e até mesmo a perda de autoestima. Estes distúrbios e descontrole emocional são causados por relacionamentos que não vão bem, e aos 17, 18 anos de idade, isto é muito comum, pois a entrega amorosa é maior. Está comprovada a forte relação entre o sucesso da vida afetiva com a saúde do corpo. Se os problemas são resolvidos, é bem provável que os sintomas desapareçam.

Os bons relacionamentos, e mesmo a amizade, ajudam os jovens a melhorar a sua visão do mundo. Encaram a vida positivamente, são bem sucedidos com seus ideais, sofrem menos pressão e ainda mantêm a saúde em bom estado. Amigos e parceiros são uma grande ajuda para encarar os problemas e as preocupações. Conforme comprovado, se a relação anda conturbada, os casais sofrem, e este mal é refletido na saúde. Aliás, isto ocorre desde muito e muito tempo.

Querendo, ou não, os jovens que se enamoram, principalmente pela primeira vez, passarão por estas indisposições se acaso o namoro entrar em crise. O importante é saber lidar com estas tais crises e contorna-las da melhor maneira possível, para que não venham a prejudicar a saúde, a ponto de pertubá-la constantemente, o que será um mal.

Os pais devem compreender esta situação delicada, para ajudar seus filhos a sair desta. Não se esquecendo, porém, de que eles próprios, com certeza, já passaram por isso.

A maioria dos jovens se preocupa com a questão do namoro. Pensam em quando estarão prontos para gostar de alguém, como será o envolvimento, em que ele implica, se o namoro é algo complicado, como se portar, e tantas outras indagações, que é possível adiar o seu momento. Já outros, não vêm o menor problema. São mais “atiradinhos” e querem logo começar a namorar, e quanto mais cedo melhor.

Os filhos, quando enamorados, sentem a necessidade de conversar com os pais a respeito da relação que estão vivendo. Querem dissipar de vez as suas dúvidas. Assim, vão surgindo perguntas e mais perguntas.

Geralmente, quando os pais se sentem embaraçados, ou mesmo constrangidos, diante às indagações instigantes dos filhos, eles têm a mania de fugir das questões, ao invés de serem sinceros. Há pais que conversam com os filhos a respeito de namoro e sexo de maneira bastante técnica, como se fosse uma aula teórica. Seriam necessárias discussões sobre os valores e sentimentos, sem que a imposição seja a majestade sobre o assunto.

Creio que a confiança e o diálogo franco e aberto são os melhores ingredientes de uma excelente receita, a da aproximação entre pais e filhos.

É normal e muito louvável a preocupação dos pais pelos filhos que começam a namorar. Os jovens, porém, se atiram de peito aberto nas suas relações amorosas e não querem imposições, não aceitando conselhos.

E surge o primeiro amor, e o jovem apaixonado estará nas nuvens, curtindo seu momento precioso!

O namoro é mesmo uma condição deliciosa. O envolvimento amoroso é perfeito, com todas as suas implicações. E quem gosta quer estar perto do ser amado.

Muitos adolescentes passam por momentos bons e ruins quando estão amando. Bons, quando estão na companhia do objeto de seu amor. Ruins, quando enfrentam pais que não lhes permite desfrutar deste prazer. Às vezes, ouvem frases, como: “Ainda é muito cedo para pensar em namoro...” “Você não tem idade suficiente para saber o que é gostar de alguém...” “Cuide de seus estudos, que é o melhor que tem a fazer...” “Esta garota não serve para você...”

Há jovens que enfrentam a proibição terminantemente do namoro, porque há pais que são severos ao extremo e não permitem que seus filhos comecem a namorar com certa idade. Chegam a estipular o momento certo, adequado para eles. Pais que sentem ciúmes, da filha principalmente, e ainda querem-na dentro de casa, como a criancinha que ela já foi um dia. Por isso, os jovens discutem tanto, questionam sua liberdade, querem aproveitar seus momentos a que têm direito.

Contudo, há pais modernos, e há os que são modernos até demais. Concedem total liberdade aos filhos e não estão nem aí. Alguns, são modernos moderados, outros, modernos exagerados.

Questiono se os filhos destes pais, que se dizem avançados, são realmente felizes. Fazem o que querem e não precisam prestar contas de seus atos. Acabam achando que o caminho está livre para eles e acabam fazendo muitas besteiras, uma vez que eles não devem satisfação alguma. E devido a esta liberdade excessiva acabam metendo os pés pelas mãos.

Penso que o jovem deve ser orientado, e não massacrado, quanto às questões delicadas que o envolvem nesta fase de namoro. Todos precisam estar cientes de suas limitações. Precisam conhecer bem de perto, com a ajuda dos pais, o que de verdadeiro implica na sua nova situação, quando estala o sentimento do amor por alguém.

E os jovens enamorados e apaixonados vivem com uma pergunta fervilhando na cabeça: “Qual será o momento certo para o início de minha vida sexual?”

Afeto, delicadeza dos olhares e beijos são elos intensos entre os enamorados. As carícias, toques carinhosos e excitantes, intensificam a intimidade entre os casais, E neste momento é preciso dosar estas sensações intensas. O despertar do sexo na adolescência gera ansiedade, dúvidas e medo, o que geralmente ocorre entre a idade de 16 a 18 anos. Nesta fase, é comum o adolescente fantasiar relações amorosas com seus ídolos: artistas, professores, o melhor amigo, e mesmo a namorado ou namorado. Então ele se indaga: “Será que sou normal?” E aí surgem os conflitos. Porém, o conteúdo da fantasia não deve fugir dos padrões morais. Então o jovem se angustia, ao tentar decidir sobre o que é normal e saudável, ensaiando os primeiros passos na direção do sexo oposto. E é nesta fase que a sexualidade brota imperiosamente!

 

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